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Cashback ou giftback: qual usar para fazer o cliente comprar de novo

Os dois devolvem valor ao cliente, mas servem a estratégias diferentes. Entenda quando usar cada um e como combinar os dois.

Por Hellenn Rech5 min de leitura

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Cashback ou giftback: qual usar para fazer o cliente comprar de novo

Cashback e giftback parecem a mesma coisa: o cliente compra, recebe parte do valor de volta e usa numa próxima compra. Por isso muita loja escolhe um dos dois quase no automático, ou porque viu o concorrente usando.

Só que a mecânica de cada um muda o comportamento do cliente. E escolher o modelo errado pode significar gastar margem com um incentivo que não entrega o que você precisa. A pergunta certa não é “qual é melhor”, e sim “o que eu quero que o meu cliente faça?”.

Giftback: urgência para a próxima compra

No giftback, o cupom nasce pronto assim que o pedido é aprovado. O cliente recebe um código com valor e prazo definidos e só precisa usá-lo antes de vencer.

Essa mecânica cria urgência. O benefício está na mão do cliente desde o primeiro momento, com data para acabar. O objetivo é encurtar o intervalo até a segunda compra.

O giftback funciona bem quando:

  • seus produtos têm recompra natural em pouco tempo (cosméticos, suplementos, moda, alimentos)

  • você quer transformar compradores de primeira viagem em clientes recorrentes

  • o seu desafio é o cliente que compra uma vez e não volta

Na hora de configurar, o prazo de validade é a decisão mais importante. Curto demais, o cliente não tem tempo de precisar de algo de novo. Longo demais, a urgência some. Uma boa referência é o seu intervalo médio entre a primeira e a segunda compra.

Outro ponto a definir é se os cupons se acumulam. Na Bevean, dá para deixar valendo só o cupom mais recente: se o cliente compra de novo, o anterior é substituído. Assim ele tem um incentivo de cada vez, e você evita que alguém junte vários cupons numa compra só.

Cashback: relacionamento de longo prazo

No cashback, o cliente acumula saldo a cada compra. O cupom só é gerado quando ele decide resgatar esse saldo.

A lógica aqui é outra. Em vez de pressa, o cashback cria um motivo para o cliente continuar com você. Quanto mais ele compra, mais saldo junta, e trocar de loja passa a significar abrir mão desse valor. É um programa feito para durar.

O cashback faz mais sentido quando:

  • o ciclo de compra é mais longo ou irregular

  • você quer recompensar os clientes mais fiéis

  • o tíquete médio é alto e o cliente compara bastante antes de comprar

Na configuração, além do percentual devolvido, vale pensar em quanto tempo o crédito leva para ser liberado (útil para não liberar saldo antes do prazo de troca e devolução) e por quanto tempo ele fica válido.

O que configurar nos dois

Nos dois modelos, as mesmas alavancas definem se a conta fecha:

  • Percentual: quanto do valor da compra volta para o cliente

  • Compra mínima: a partir de que valor o pedido gera benefício

  • Valor máximo: um teto para o benefício, que protege a margem em pedidos grandes

  • Prazo de liberação e validade: quando o benefício pode ser usado e até quando

Na Bevean, antes de salvar, a própria tela resume a regra configurada em uma frase. É um bom momento para conferir se o que está ali corresponde à estratégia que você planejou.

Dá para usar os dois juntos

Cashback e giftback não precisam competir. Uma loja que vende para varejo e atacado, por exemplo, pode usar giftback para o público de varejo e cashback para o atacado, separando os programas pela origem do pedido.

Faz sentido: no varejo, a meta é trazer o cliente de volta rápido. No atacado, as compras acontecem em ciclos maiores, e o saldo acumulado é o que mantém o cliente comprando com você e não com outro fornecedor.

Nenhum dos dois funciona sem comunicação

Esse é o ponto em que muita estratégia de recompra falha. Um cupom que o cliente não sabe que existe não gera venda nenhuma. O benefício só funciona se for lembrado na hora certa, e quem faz isso é a automação.

No giftback, a régua costuma ser curta:

  1. Aviso imediato: assim que o cupom é gerado, o cliente recebe a mensagem com o código, o valor e o link da loja.

  2. Lembretes antes de vencer: por exemplo, 7, 3 e 1 dia antes do fim da validade.

No cashback, a régua é mais longa, porque acompanha o ciclo do saldo:

  1. Novo crédito: o cliente fica sabendo que ganhou saldo com a compra.

  2. Crédito liberado: o saldo já pode ser usado.

  3. Crédito expirando: um lembrete antes de perder o valor.

  4. Cupom resgatado e não usado: muito cashback se perde aqui. O cliente troca o saldo pelo cupom e esquece de usar. Uma automação que identifica cupons resgatados e ainda não utilizados resolve isso.

E se o saldo venceu mesmo assim? Esse momento também é uma oportunidade. Na Bevean, existe um gatilho para cashback expirado, que pode iniciar uma campanha de reativação com uma oferta nova para quem esfriou. (O Gabriel falou mais sobre isso no artigo sobre como reativar clientes que compraram e nunca mais voltaram)

Como decidir

Se o seu maior problema é o cliente que compra uma vez e some, comece pelo giftback. Se você já tem uma base recorrente e quer aumentar a fidelidade dela, o cashback é o caminho. Se você atende públicos com ciclos de compra muito diferentes, considere usar os dois, cada um com a sua regra.

Em qualquer cenário, o benefício é só metade da estratégia. A outra metade é garantir que o cliente saiba que ele existe.

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